Direção: Jean Vigo
Título Original: Zéro de Conduite: Jeunes Diables au Collège
País: França
Ano de Lançamento: 1933
Duração: 41’
Considerado um dos filmes que inspirou a Nouvelle Vague na França, em especial o clássico Os incompreendidos, de François Truffaut, Zero de Comportamento (1933), do diretor Jean Vigo, além de brincar em muitos momentos com a linguagem cinematográfica, trata com muita ironia das relações entre os alunos e a escola.
Passado em um colégio interno, no qual os alunos são retratados simpaticamente como portadores da revolta e os “adultos” são constantemente satirizados, a escola é apresentada nesse filme como detentora de um sistema de valores opressivos e ao mesmo tempo ridículos.
Satiriza-se a hierarquia da escola, em grande medida, a partir da patética figura do diretor da escola, representado por uma criança portando uma barba postiça. No entanto, a crítica do filme vai mais longe do que tratar apenas de temas concernentes ao ambiente escolar. Estão presentes aí, nem sempre de maneira velada, questões como a homossexualidade ou a pedofilia.
Além disso, consideramos que Zero de Comportamento pode ser também tomado como uma metáfora da sociedade, na qual os professores e diretores da escola seriam associados às elites e os enfants revoltosos seriam tomados como representação da revolução social que emanaria das camadas oprimidas. Um filme muito interessante que, sem dúvida, merece ser visto.
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